quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um pouco de Budismo.


Conceitos básicos do Budismo.

É bastante complicado falar com certeza daquilo que Buda realmente falou por que, como é de se saber, Buda, apesar de saber escrever, nada escreveu sobre a sua forma de pensar, existe uma distância de mais de cento e cinqüenta anos entre a ultima palavra de Buda e a primeira letra que representa o que ele, supostamente falou. Mas, “supostamente”?

É sim, supostamente, visto que ele ensinou durante 45 anos de sua vida, sabendo que ele nasceu em 563 a.C. no atual Nepal e os seus ensinamentos chegaram até nós, então é de se pensar que muitas mentes escreveram e falaram sobre Buda, naturalmente podem ter ocorrido sérios problemas de interpretação sobre as palavras dele. Somado isso temos que lembrar que naquele momento haviam escolas que, aliado ao uso d escrita, queriam atenuar as divergências entre Buda e os brâmanes, e outras escolas queriam justamente o contrário.

Sidarta Gautama, que após iluminar-se ficou conhecido como Buda (o desperto), tinha como ensinamentos básicos evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, despertando no praticante o entendimento da realidade última.Buda não era chegado a discussões teóricas ou metafísicas não, ele se interessava por temas práticos ou terapêuticos , nunca iniciando uma discussão filosófica e participava delas com certo contra gosto, contudo não podemos dizer que ele não entendia sobre o assunto, a metafísica é inevitável, embora ele tivesse conceitos ao gostava de mostra-los dessa forma, um grande conceito que ele tinha e que sempre surgi atualmente é o do Nirvana.

Conhecemos como Nirvana o que é o objetivo final da vida, o conhecimento da realidade última do ser humano. Ao pé da letra quer dizer “apagar”, “extinguir”, mas não uma aniquilação total, e sim a aniquilação daquilo que deve ser aniquilado ou extinto e esse “tudo” é o que nos prende a essa vida finita, o Nirvana é a libertação dos grilhões da vida limitada, e a libertação para o absoluto, este que Sidarta não descreveu já que nossos problemas e limitações da linguagem não nos permitem falar sobre ele, apenas podemos senti-lo e acreditar na sua existência, como o que fazemos com o vento, nós não o vemos, não o pegamos, não podemos mostrá-lo a ninguém, mas mesmo assim acreditamos na sua existência.

Sendo o budismo uma religião, é fácil supormos que ele tenha um Deus, este seria o Nirvana? O que significa Deus? Deus pode ser visto como algo personificado e criador deliberado de tudo que podemos ver, tocar, sentir, mas o Nirvana não se encaixa nessa visão por que personificação requer definição e Buda não queria definir o Nirvana, já que este é absoluto, e sobre o ser criador vale salientar que ele não negava a criação mas isentava o Nirvana dessa responsabilidade. O Deus como divindade, aquele que não nasceu não morre, não é forma do nem se deformará. Esse sim é o Nirvana, que existe de forma absoluta. Mas não podemos negar que confusões são justas, até por que são conceitos (o de Deus no ocidente e o do Nirvana) bem próximos.

Outro conceito importante do budismo é o da reencarnação, como filha da Índia, Sidarta acreditava nesse evento, mas não da forma como os brâmanes o viam, como uma transmissão integral de substância que irão sair de uma vida e ressurgir em outra de forma inexorável, existe até uma analogia feita por Sidarta que se tivermos velas enfileiradas e passarmos a chama de uma vela para a outra como saberemos se a chama da ultima vela é realmente a chama original? Nós trazemos sim uma linhagem de informações das nossas vidas antepassadas, mas isso não quer dizer que as nossas atitudes e preferências estão de fato determinadas e que seremos vetores dessas vontades preexistentes.

Para reforçar essa convicção, Buda listou as três marcas de nossa existência, a anicca (transitoriedade) é a primeira delas, esta somada a marca da anatta (ausência de alma ou identidade) temos que nossas vidas não são constantes ou determinadas, a transformação é permanente, a terceira marca é a dukkha (sofrimento) que ocorre devido ao nosso desejo ignorante das coisas materiais e terrenas, este são os que nos prendem a vida terrena. Buda trata também da morte física, segundo ele o ser comum ao morrer deixa aqui os seus resquícios de desejo e este ser irá sobreviver através deles, mas com o Arhat , é diferente, o arhat é aquele ser que conseguiu se desprender dos desejos terrenos, neste momento Buda se torna ambíguo na sua resposta, segundo ele, se o arhat não sobrevive a morte física, estaria configurada a extinção, o que Buda não queria dizer, mas também se permanecesse teríamos a permanência de algo como constante, sem anicca o que tampouco deveria ser dito também.

Finalizando os pensamentos, temos que o fim último do ser humano está alem de toda experiência histórica do indivíduo, logo fora do seu conhecimento, fora de nossa razão existente e enquanto o espírito se mantiver atrelado ao corpo nunca teremos uma libertação, mas se cortarmos essa conexão, a morte final do arhat trará a total libertação do finito.

domingo, 2 de março de 2008

Daughtry It's Not Over

Bom, essa é uma boa parte da nossa caminhada aqui.
É uma banda de Rock bem atual, que segue linha musicais elaboradas como as do Creed e Nickelback, temos aqui a banda norte americana Daughtry, com a música It's Not Over
http://br.youtube.com/watch?v=E6s8C2DvfGo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Pena de Morte ou Pena de Vida?



É certo que mecanismos de segurança pública, isoladamente, não são culpados de e nem tem condições de contra a questão da criminalidade, não se restringindo a crimes contra pessoas físicas, mas também àqueles cometidos a pessoas jurídicas. Mas suponho que são exemplos como esses que , ainda, sensibilizam mais a população.
  • 08/01/2008 - Criminosos matam 8 pessoas da mesma família em Zé Doca (MA)*

  • 04/01/2008 - Jovem é assassinado a tiros na porta de casa em Santo André (SP)*

  • 08/01/2008 - PM prende quatro suspeitos de cometer 80 assassinatos em Minas*
É óbvio que não devemos copia-los cegamente, mas países como EUA, Japão, China, Egito, dentre outros, possuem como penalidade máxima a pena de morte, são cerca de 54 países que ainda adotam a pena capital, e enquanto isso, aqui no Brasil temos o reinado do Crime, este que tem como rainha a Impunidade. Então, passar a pensar em pena de morte no Brasil não é algo muito estranho nem novo, mas sabemos que quando formos analisar os prós e os contras, teremos de repensar toda a questão.

Vale salientar que, quando um traficante é morto quando a Polícia invade o morro, dentro de alguns dias ele é substituído por outro que dará continuidade ao seu trabalho, e verá as suas "Bocas de fumo" como um legado, mas penso que as pessoas vão pensar quando souberem que um bandido foi morto oficialmente pela justiça (vendo como orgão representativo e não no teor semântico) e não por simplesmente policiais que subiram o morro e que podem ter matado um outro criminoso por acidente, isso aliado a um bom sistema educacional, poderia por a nossa sociedade no rumo do controle das bandidagens. Contudo, teriamos que repensar o nosso sistema penal de maneira que evitasse que pessoas , de forma indevida, fosse encaminhadas a pena capital.

Concordo que o Brasil não é os EUA, nem a China, e que os brasileiros não são os americanos nem os chineses, mas no rumo que as coisas vão, muitos não sofreram a pena de morte sentenciada pela justiça, mas si a pena dita pelos representantes do estado paralelo, e enquanto a pena de morte não chega a eles, nós somo s condenados a "Pena de vida" que se concretiza ao dividir o mesmo lugar com as barbáries cometidas por outras barbáries da humanidade brasileira.

*(Fonte utilizada: Folha de São Paulo).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007


Brancos Negros e Índios no Brasil.(Parte 1)
Os negros, assim como os índios, estão na mais primitiva raiz do povo brasileiro, não primitiva no sentido de rudimentar ou menos evoluída mas primitiva como primordial mesmo, este que é assim um povo misto em sua essência. Mas infelizmente essas etnías não conviveram de maneira uniforme e em contrapartida protagonizaram uma longa história de conflitos covardes e de dominação.

Existe uma ingênua e primitiva história, primitiva no sentido de primitiva mesmo, que mostra os índios constituindo o povo nativo que foi resignado pela tecnologia trazida pelos brancos; Mas temos aqui uma indagação: Quem pode nos definir o que é de fato, tecnologia? Pode-se considerar que é algo relativo as artes e ciências, e que existem com o intuito de facilitar a vida humana, mas os brancos que aqui chegaram só trouxeram com eles a arte da dominação, e a facilidade que deram aos nativos foi a de trabalhar pesado durante dias para receberam em troca um espelho ou um lençol português.

Passando á um outro ângulo temos que os índios não eram de forma alguma avessos ao trabalho e para eles não teria problema algum passar ter que trabalhar para que recebesse em troca objetos trazidos pelos europeus visto que para eles, os nativos, seria um benefício já que antes eles ao se debater com uma onça teria que usar contra ela uma pedra ou um pedaço de pau, e de agora em diante eles poderia usar uma faca, um machado por exemplo, e para conseguir isso através de trabalho e cedendo uma planta que expelia um tinta vermelha (pau-brasil) que naquele momento era "mato" no nosso território.

Logo entendo que no momento da chegada, no momento em que não se sabia direito o que se podia extrair daqui, além da força de trabalho silvícola, a exploração aos vermelhos não foi tão cruel como se costuma dizer, obviamente o empreendimento dos lusos está longe de ser correto ou de alguma maneira justo, mas a matança que nós conhecemos que passou de assalto na vida desses não chegou no exato momento que os estrangeiros aqui se depositaram.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Seja bem vindo!

Oi, aqui quem fala é Tiago Medeiros, o criador desse espaço onde teremos textos sobre vários assuntos e muita discussão, trataremos de temas críticos, políticos, vivenciais, enfim, todo tipo de tema poderá ser abordado por nós e por vocês que aqui freqüentarem.
Em breve teremos novas postagens com a apresentação de nossos possíveis novos membros e iniciaremos as nossas reflexões. Até breve, aqui nessa Praça Literária!